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O que é o Instagram para empresas?

Mais do que postar fotos e esperar curtidas

Ilustração do artigo O que é o Instagram para empresas?

Mas Instagram não é só uma rede social?

Mas Instagram não é só uma rede social?

Você abre o Instagram só para dar uma olhadinha.

Cinco minutos.

Pelo menos era esse o plano.

Quando percebe, já viu o cachorro de alguém, uma receita que provavelmente nunca vai fazer, três vídeos engraçados e descobriu que uma pessoa que você nem conhece está viajando.

Mas, no meio disso tudo, aparece uma confeitaria.

Você vê um bolo bonito, entra no perfil, olha outros trabalhos e descobre que ela atende perto da sua casa.

Então pensa:

"Hum... vou guardar isso aqui."

Você não estava procurando uma confeitaria.

Mesmo assim, acabou conhecendo uma.

E é justamente aí que começa uma das coisas mais interessantes do Instagram.

Mas Instagram não é só uma rede social?

É.

E talvez essa seja a maneira mais fácil de começar.

O Instagram é uma rede social onde pessoas publicam fotos e vídeos, acompanham outras pessoas, conversam, comentam e compartilham conteúdos.

Só que empresas também estão nesse ambiente.

Imagine uma cabeleireira.

Durante o dia ela faz cortes, penteados, coloração e outros trabalhos. Alguns clientes que passam por ali já conhecem o trabalho dela.

Mas ela também pode mostrar esses trabalhos no Instagram.

Uma pessoa que nunca entrou naquele salão pode ver uma foto, assistir a um vídeo, acompanhar um pouco do trabalho e começar a conhecer aquela profissional.

Perceba que ainda não aconteceu nenhuma venda.

A pessoa simplesmente conheceu o trabalho.

E isso já é importante.

É como uma vitrine que muda o tempo todo

É como uma vitrine que muda o tempo todo

Imagine uma loja com uma vitrine.

Hoje ela coloca alguns produtos.

Na semana seguinte troca.

Depois apresenta uma novidade.

Quem passa pela rua consegue observar um pouco daquilo que existe lá dentro.

O Instagram pode cumprir um papel parecido.

Uma confeiteira pode mostrar seus bolos. Uma cabeleireira pode mostrar seus penteados. Uma oficina pode mostrar um serviço realizado. Uma loja de roupas pode apresentar peças novas.

Mas existe uma diferença interessante.

Essa "vitrine" pode mudar o tempo todo.

Fotos, vídeos, Stories, Reels, bastidores, novidades...

A empresa consegue mostrar um pouco do que está acontecendo no dia a dia.

E quem acompanha começa a conhecer não apenas aquilo que ela vende, mas também um pouco de como ela trabalha.

Nem todo mundo que vê estava procurando comprar

Nem todo mundo que vê estava procurando comprar

Lembra do Google?

Quando alguém pesquisa:

"Encanador perto de mim"

existe uma necessidade bastante clara.

Provavelmente ninguém faz essa pesquisa às duas da manhã apenas porque está curioso sobre a profissão de encanador.

Alguma coisa aconteceu.

E provavelmente envolve água onde não deveria ter água.

No Instagram, a situação pode ser diferente.

A pessoa pode estar simplesmente olhando fotos e vídeos quando encontra uma empresa que não conhecia.

Talvez ela não precise daquele serviço naquele momento.

Mas agora sabe que ele existe.

É parecido com passar na frente de uma loja e pensar:

"Olha... não conhecia esse lugar."

Você continua andando.

Mas a loja entrou no seu mapa mental.

Então é só postar?

Então é só postar?

Seria maravilhoso.

Abriu o Instagram.

Postou qualquer coisa.

Esperou um pouquinho.

Clientes apareceram.

Fim.

Infelizmente, o botão "publicar" ainda não vem acompanhado de um botão "trazer clientes".

Uma empresa precisa pensar no que está mostrando e se aquilo ajuda alguém a entender seu trabalho.

Imagine um perfil.

Na segunda-feira aparece uma foto de um produto.

Na terça, "bom dia" com uma xícara de café.

Na quarta, um gatinho.

Na quinta, uma frase sobre nunca desistir dos seus sonhos.

Na sexta, ninguém sabe mais se o perfil vende bolo ou administra uma página de mensagens positivas.

Não significa que tudo precisa ser sério ou que uma empresa só possa falar de produtos.

Mas é importante que, ao visitar o perfil, uma pessoa consiga entender quem está falando e o que aquela empresa faz.

Seguidores não são clientes

Seguidores não são clientes

Existe um número no Instagram que chama bastante atenção:

seguidores.

Mil.

Dez mil.

Cem mil.

Quanto maior, mais impressionante parece.

Mas existe uma diferença importante.

Seguidor não significa automaticamente cliente.

Imagine uma pequena pizzaria que entrega apenas em alguns bairros.

O que seria mais útil?

Ter 800 pessoas da região acompanhando o perfil e conhecendo a pizzaria?

Ou ter 50 mil seguidores espalhados pelo país inteiro, sendo que a maioria jamais conseguirá pedir uma pizza dali?

Os 50 mil impressionam mais.

Mas pizza fria depois de viajar 900 quilômetros costuma perder um pouco do encanto.

Para uma pequena empresa, muitas vezes é mais importante ser conhecida pelas pessoas certas do que simplesmente ser conhecida por muita gente.

E as curtidas?

E as curtidas?

Aí aparece outro número famoso.

As curtidas.

A empresa publica alguma coisa e começa a olhar.

Doze curtidas.

Atualiza.

Treze.

Atualiza novamente.

Continua treze.

Talvez o problema seja o Instagram.

Atualiza mais uma vez só para confirmar.

Treze.

Curtidas, comentários, compartilhamentos e visualizações podem ajudar a perceber como as pessoas estão reagindo ao conteúdo.

Mas esses números não contam sozinhos toda a história de uma empresa.

Uma pessoa pode ver uma publicação, não curtir, entrar no perfil, conhecer o trabalho e dias depois entrar em contato.

Outra pode curtir todas as publicações e nunca comprar nada.

Por isso, transformar cada curtida em uma questão de vida ou morte pode deixar qualquer comerciante maluco.

Os números ajudam.

Mas precisam ser entendidos dentro de um contexto.

Instagram, site, Google e WhatsApp

Instagram, site, Google e WhatsApp

Agora as peças começam a se encaixar.

Imagine que uma pessoa está no Instagram e encontra uma pequena empresa.

Ela gosta do trabalho e começa a acompanhar.

Alguns dias depois precisa daquele serviço. Pesquisa o nome da empresa no Google, olha a localização e as avaliações.

Depois entra no site para conhecer melhor os serviços.

Gostou.

Clica no WhatsApp.

Conversa.

Mas o caminho também poderia ser diferente.

Ela poderia encontrar primeiro no Google e depois visitar o Instagram.

Ou receber o endereço do site de alguém e, de lá, chegar ao WhatsApp.

Não existe uma fila obrigatória:

"Primeiro Google. Depois site. Favor não ultrapassar."

As pessoas fazem caminhos diferentes.

É justamente por isso que essas ferramentas podem trabalhar juntas.

Cada uma ajuda em uma parte da conversa entre a empresa e o cliente.

No fim das contas...

No fim das contas...

O Instagram para uma empresa não é simplesmente um lugar para juntar seguidores e colecionar curtidas.

Ele pode ser um espaço para mostrar trabalhos, apresentar novidades, compartilhar um pouco do dia a dia e permitir que pessoas conheçam melhor o negócio. Isso não significa que toda pequena empresa precise virar produtora de vídeos profissional.

Muito menos que o comerciante precise acordar pensando:

"Meu Deus! Ainda não fiz meu Reel de hoje!"

Calma.

A ferramenta deve ajudar o negócio. O negócio não deve existir para alimentar a ferramenta.

E também não precisamos colocar Instagram, Google, site e WhatsApp em uma competição. Como já vimos, cada um pode cumprir uma função diferente.

Mas agora aparece outra situação.

Imagine que uma confeitaria queira divulgar especialmente seus ovos de Páscoa, uma loja queira apresentar uma promoção ou uma escola queira divulgar novas matrículas.

Em todos esses casos existe algo em comum: durante algum tempo, aquela empresa concentra sua comunicação em um objetivo específico.

Quando isso acontece, encontramos outra palavra muito usada no marketing: campanha.

Parece coisa de eleição.

Mas calma. Não precisa ter santinho, carro de som nem candidato abraçando criança.

A palavra também é usada no marketing.

Mas afinal...

o que é uma campanha?

É isso que vamos descobrir no próximo capítulo.

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